A biologia de um Dragão - Parte 2: O dragão marinho
- 12 de dez. de 2016
- 3 min de leitura
Na semana passada discutimos como provavelmente seriam os primeiros dragões à habitarem a Terra. Porém, a extinção KT, que exterminou os dinossauros à 65 milhões de anos atrás, também causou a extinção desta magnífica espécie. Entretanto, eles não eram os únicos dragões existentes naquela época. Outro grupo de dragões conseguiu superar a extinção KT, dando um novo rumo para nossas criaturas.
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Os dragões pré-históricos foram extintos junto com os dinossauros durante a extinção KT à 65 milhões de anos atrás. Porém, várias espécies de dragões habitaram e habitam nosso mundo. Os dragões pré-históricos possuíam um grupo filogenético irmão de dragões que tinham um hábito de vida um tanto quanto distinto. E foi justamente esse hábito que faz com que ele sobrevivesse a extinção KT. Assim como alguns animais que passavam grande parte de sua vida na água, como os crocodilos, os dragões marinhos conseguiram sobreviver a Quinta Extinção em Massa da Terra.
O Ancestral comum entre os dragões pré-históricos e os dragões marinhos era um réptil terrestre que possuía quatro patas. As patas dianteiras de uma população desta espécie foram se diferenciando em asas, dando origem aos dragões pré-históricos. Porém, uma mutação nunca vista em nenhuma outra espécie de vertebrado, ocorrida no período jurássico, deu origem a um novo par de membros alocados na parte dorsal do animal, que se diferenciaram em asas, dando origem aos primeiros dragões com seis membros, quatro pares de patas e dois pares de asas.
Sua anatomia era muito semelhante a anatomia dos dragões pré-históricos, porem, devido a alta competição enfrentada pelo domínio dos céus, estes dragões começaram a procurar alimentos na água, e a evolução acabou por guiá-los para o ambiente aquático. Suas asas atrofiaram e passaram a ter funções semelhantes as nadadeira dorsais dos peixes e membranas interdigitais apareceram entre seus dedos, facilitando assim seu nado. Falsos palatos similares aos dos crocodilos evitavam que o pulmão dos dragões marinhos enchessem de água durante longos períodos debaixo d'água. As câmaras de voo também foram importantes para esta espécie. Apesar destes dragões não voarem nem cuspirem fogo, a câmara de voo tinha uma função semelhante à bexiga natatória dos peixes ósseos, controlando a densidade de seu corpo e ajudando o dragão marinho a flutuar ou afundar conforme necessário. A figura a seguir mostra como provavelmente seria esta espécie.

Os dragões marinhos dominaram os mares por milhares de anos acabando e acabaram se diversificando para todos os cantos do planeta, em especial os mares árticos. Assim como os peixes que habitam estas regiões, os dragões marinhos adquiriram uma proteína anti-congelante em seu sangue, evitando, assim, que morressem por congelamento. Assim como seus parentes pré-históricos, os dragões marinhos eram solitários, e encontravam-se exclusivamente para o acasalamento. Porém, de maneira distinta, apenas a fêmea cuidava dos ovos e os abandonavam assim que os filhotes nasciam, cabendo a eles aprenderem os desafios do mundo por si só.
Na costa oeste do Canadá, no oceano pacífico, exitem vários relatos de pessoas que alegam terem visto uma serpente marinha, chamada Cadborossauro (em homenagem a sua localização). Além destes relatos, diversas obras literárias falam sobre está magnífica criatura, como a famosa Odisséia. O que eles não sabem, entretanto, é que essa serpente marinha é na verdade o dragão marinho, que habita os mares gelados do nosso planeta até os dias de hoje. As aparições foram tantas que esta espécie foi considerada uma espécie criptídea, ou seja que existem relatos suficientes para que sua existência seja estudada porem ainda não há registros físicos.
Com o passar dos milhares de anos, quando os continentes já haviam tomado sua forma atual, algumas populações de dragões marinhos aos poucos foram deixando o ambiente aquático e voltando a andar novamente em terra firme. Mas como os dragões teriam se adaptado à volta ao ambiente terrestre? Aguardamos vocês na semana que vem para continuarmos nossa jornada.
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As teorias e discussões foram baseadas em um documentário muito legal da Discovery chamado “Dragon's World – A fantasy Real made”. O link para o documentário no youtube estará disponível no final da página.




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